Reportagens
Linhas de energia levam a descobertas arqueológicas no Mato Grosso
Peças revelam o estilo de vida de caçadores-coletores do período pleistoceno (1,8 milhão a 11 mil anos atrás) e de agricultores que viveram há três mil anos na região.
Pesquisadores encontraram peças a 20cm de profundidade e o máximo escavado foi 60cm. Créditos: Arquivo Eletronorte
Ao acompanhar a construção da linha de transmissão Juba/Jauru, em Mato Grosso, a arqueóloga Suzana Hirooka descobriu ferramentas de pedra, pedaços de cerâmica e um crânio de criança. As peças revelam o estilo de vida de caçadores-coletores do período pleistoceno (1,8 milhão a 11 mil anos atrás) e de agricultores que viveram há três mil anos na região.
Nos 11 sítios arqueológicos, um lítico e dez cerâmicos, identificados ao longo dos 159 quilômetros da linha, ainda não foram datados com precisão porque a acidez da terra dificulta o uso do método do carbono 14, que ajuda na datação de objetos antigos.
Até o final de 2010, serão usados outros testes para definir se os restos são de comunidades pré-históricas que sobreviviam em um ambiente hostil, com animais gigantes como mastodontes, preguiças de três metros de altura e tatus do tamanho de fuscas. Ou então se são peças dos índios bororos do Ocidente, que viviam no Vale do Jauru até o final do século 19, quando os registros históricos dizem que foram extintos por causa da chegada do homem branco.
Fonte: Revista Corrente Contínua
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Linhas de energia levam a descobertas arqueológicas no Mato Grosso
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Peças revelam o estilo de vida de caçadores-coletores do período pleistoceno (1,8 milhão a 11 mil anos atrás) e de agricultores que viveram há três mil anos na região.
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